você e suas doces palavras não existem mais. agora, quem é a lua sem seu brilho? ela não é mais nada. assim como as nossas lembranças. assim como a lua, elas eram iluminadas por um sol. e esse sol era você. quem é você? não me lembro mais. tenho meras lembranças de que você me fazia bem. de que eu era feliz ao seu lado. mas nada além disso. não lembro mais quem é você. não sei descrever o que sinto ao lembrar de você, minha mais doce e mera lembrança. se não sei nem descrever o que sinto, quem dirá lembrar quem é você. e assim fui esquecendo aos poucos, cada gesto, cada palavra de carinho, cada coisa que fazia diferença, e assim como a lua, você não existia mais. até hoje tento lembrar de seu nome, mas não consigo. há coisas que é melhor não lembrar. seu brilho já se apagou, assim como a lua, que levou você de mim.
a lua não brilhava mais para mim.
e de repente, tudo some. minhas memórias se apagam e não consigo mais mover-me do chão. meu tempo já havia passado e a lua não brilhava mais para mim. tudo o que havia construído se foi com o luar. meu passado, minhas bonitas lembranças e você, você também se foi com o luar. ele lhe arrancou de mim. aos poucos tudo vai se apagando, não lembro mais de sua voz, de suas doces palavras para mim. aos poucos tudo vai sumindo. o jeito que me olhava quando dizia das belezas do amor, o seu jeito já se apagou de minhas memórias. mas ainda me lembro um pouco de você. me lembro de quando dizia que tudo vai ficar bem, que minhas inseguranças são temporárias e que o bem sempre vence. que as coisas bonitas da vida sempre vencem o ódio, as incertezas. mas logo isso também irá sumir, o luar vai levar isso de mim. logo, não me lembrarei mais de seu jeito, nem que as coisas bonitas vencem o ódio.