sobre o mundo vil e o baile de outrora

você é do tipo que corrói a alma, cala-me a boca e desvia o olhar.
você é do tipo que não tem tipo, nem sequer permite falar.
abraçar- lhe a alma e nunca mais deixa-lo ir.
feliz é você quem sabe deixar. infeliz fui eu quem não soube amar.
deixe-o ir. mamãe dizia. deixa-lo ir não aconteceria. não aqui nesse mundo vil.
belíssimo baile, mesmo sem saber bailar fomos além.
me arrancaste a pele e devoraste o espírito. consumiu-me inteira em um movimento.
bem aventurada fui em meu desatento. desatento divino que levou até você.
levou a alma corroída que deixaste permanecer,
agora vivo desacreditado tentando lhe achar.
esperando ansiosamente a mais bonita morte me buscar.